Delação da Odebrecht: com codinome ‘Suíça’, secretário de Alckmin é suspeito de ter recebido R$ 200 mil de caixa 2

/Delação da Odebrecht: com codinome ‘Suíça’, secretário de Alckmin é suspeito de ter recebido R$ 200 mil de caixa 2

Delação da Odebrecht: com codinome ‘Suíça’, secretário de Alckmin é suspeito de ter recebido R$ 200 mil de caixa 2

 

O secretário estadual de Habitação de São Paulo, o deputado federal licenciado Rodrigo Garcia (DEM-SP), é suspeito de ter recebido repasse não contabilizado para campanha, conhecido como caixa 2, no valor de R$ 200 mil. As informações constam de depoimento de delação premiada do ex-executivo da Odebrecht Carlos Armando Paschoal (veja vídeo abaixo).

De acordo com o delator, Garcia tinha o codinome “Suíça” e recebeu os R$ 200 mil em duas parcelas de R$ 100 mil para campanha de deputado federal em 2010. A quantia, segundo Pachoal, era o teto para candidatos a uma vaga na Câmara dos Deputados. As declarações do delator foram incluídas em inquérito autorizado pelo ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF).

Paschoal informou que a sugestão para que ele procurasse Garcia para fazer as doações partiu de seu “líder” Benedicto Junior, ex-executivo da Odebrecht que também fechou acordo de delação premiada. Depois da recomendação de Benedicto, Paschoal teria se reunido pessoalmente com Garcia,

“O meu líder, o Benedicto Júnior, me provocou de que o candidato Rodrigo Garcia era um candidato importante, relevante pra organização, e que eu deveria procurá-lo, ter um contato com ele para fazer uma doação. Daí, eu procurei, marquei uma hora, fui lá no diretório, conversei pessoalmente com ele. Definimos a doação, praticamente padrão de deputado federal daquele ano, que foi R$ 200 mil”, disse.

O delator informou que foi feita doações de R$ 100 mil no dia 2 de setembro de 2010 e outra no mesmo valor em 29 de setembro daquele. A entrega do dinheiro teria sido feita a um homem indicado por Garcia, em hotel em Moema, na Zona Sul de São Paulo.

“Nesse dia [do encontro] que eu estive com ele [Garcia], eu conversei primeiro a sós com ele, com o Rodrigo Garcia e depois, ao final, ele me pediu permissão para apresentar a pessoa que ia acompanhar. Ele até deu uma justificativa para ficar elegante. Disse que ele tinha que cuidar da parte política e essa parte financeira tinha essa pessoa que ia cuidar”, declarou.

Por meio de nota, Garcia disse que é “descabida” a acusação de que recebeu doação não contabilizada na campanha de 2010. “Jamais me reuni com qualquer pessoa para tratar desse tipo de assunto. Além disso, nunca autorizei que ninguém recebesse recursos ilícitos em meu nome. Como homem público, devo satisfação à sociedade. Sou o maior interessado para que o assunto seja esclarecido o mais rápido possível”, declarou.

O ministro Edson Fachin autorizou as investigações a partir do pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot. A PGR fez o pedido com base na delação do executivos da Odebrecht.

2018-06-18T19:50:56+00:00 junho 18th, 2018|Categories: Sem categoria|Comentários desativados em Delação da Odebrecht: com codinome ‘Suíça’, secretário de Alckmin é suspeito de ter recebido R$ 200 mil de caixa 2

This Is A Custom Widget

This Sliding Bar can be switched on or off in theme options, and can take any widget you throw at it or even fill it with your custom HTML Code. Its perfect for grabbing the attention of your viewers. Choose between 1, 2, 3 or 4 columns, set the background color, widget divider color, activate transparency, a top border or fully disable it on desktop and mobile.

This Is A Custom Widget

This Sliding Bar can be switched on or off in theme options, and can take any widget you throw at it or even fill it with your custom HTML Code. Its perfect for grabbing the attention of your viewers. Choose between 1, 2, 3 or 4 columns, set the background color, widget divider color, activate transparency, a top border or fully disable it on desktop and mobile.